PMJP instaura procedimento administrativo apurar suposta ligação de servidores com crime organizado

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    A Prefeitura de João Pessoa se pronunciou por meio de nota sobre a “Operação Mandare”, deflagrada pela Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira (3), que entre os alvos de buscas, estiveram órgãos públicos da administração municipal. A gestão informou que “condena veementemente qualquer tipo de ato ilícito”, e que já determinou a instauração de procedimento administrativo para apurar a suposta responsabilidade dos servidores citados nas investigações.

    A operação tinha como objetivo desarticular um grupo criminoso com atuação em João Pessoa e na região metropolitana da capital paraibana. A suspeita é que grupos criminosos estavam articulando a obtenção de vantagens em órgãos públicos da cidade, como as secretarias municipais de Saúde e de Direitos Humanos e Cidadania de João Pessoa e a Empresa de Limpeza Urbana (Emlur).

    Leia a nota na íntegra:

    Nota

    A Prefeitura de João Pessoa vem a público esclarecer, em virtude de operação realizada pela Polícia Federal na manhã de hoje (03) nas Secretarias de Saúde, Direitos Humanos e Cidadania e na Autarquia de Limpeza Urbana de João Pessoa, que se coloca à disposição para cooperar integralmente com as investigações.

    O Poder Executivo Municipal reitera que condena veementemente qualquer tipo de ato ilícito e que determinou a instauração de procedimento administrativo para apurar a responsabilidade dos servidores citados na investigação.

    Entenda o caso

    A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3), a Operação Mandare, em ação articulada com a Polícia Militar do Estado da Paraíba. Estão sendo cumpridos 18 mandados judiciais, sendo sete de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, além do bloqueio em contas bancárias. Cerca de 44 policiais federais e 40 policiais militares participam das diligências.

    O objetivo desarticular e aprofundar a coleta de elementos de prova acerca de um grupo criminoso que atua em João Pessoa e Região Metropolitana.

    A investigação teve início após se observar a intensa movimentação financeira do grupo investigado, uma vez que valeria de pessoas interpostas para operacionalizar valores referentes às atividades criminosas, especialmente o tráfico de drogas.

    No decorrer da investigação, com o seu aprofundamento, foi observado que um preso do sistema penitenciário estadual, o qual tem posição de liderança em organização criminosa, articulou a obtenção de vantagens em órgão público, notadamente cargos, em contrapartida a apoio que dá a agentes públicos para adentrarem em comunidades controladas ou que sofrem forte influência do crime.

    Estão sendo realizadas buscas na Secretaria de Saúde, na Empresa de Limpeza Urbana (EMLUR) e na Secretária de Direitos Humanos e Cidadania (SEDHUC).

    A ação policial teve o apoio de dados de inteligência e de análise fornecidos pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba, a qual é composta pela Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais – SENAPPEN, Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social da Paraíba e Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba.

    Fonte: Wesley Lino

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