{"id":7936,"date":"2021-01-25T06:52:24","date_gmt":"2021-01-25T09:52:24","guid":{"rendered":"https:\/\/radioborborema.com.br\/?p=7936"},"modified":"2021-01-25T06:52:24","modified_gmt":"2021-01-25T09:52:24","slug":"pandemia-mais-de-207-milhoes-de-brasileiros-deixaram-de-comer-por-falta-de-dinheiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvarius.com.br\/index.php\/2021\/01\/25\/pandemia-mais-de-207-milhoes-de-brasileiros-deixaram-de-comer-por-falta-de-dinheiro\/","title":{"rendered":"Pandemia: mais de 20,7 milh\u00f5es de brasileiros deixaram de comer por falta de dinheiro"},"content":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o de 2020, mais de 20,7 milh\u00f5es de brasileiros deixaram de comer porque n\u00e3o havia dinheiro para comprar mais comida. Esse \u00e9 o drama vivido por fam\u00edlias que sofrem com a inseguran\u00e7a alimentar. Os dados constam em pesquisa do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Inf\u00e2ncia <a href=\"https:\/\/www.unicef.org\/brazil\/\">(UNICEF)<\/a>. Ainda de acordo com o levantamento, 5,5 milh\u00f5es de brasileiros que moram com crian\u00e7as ou adolescentes deixaram de comer por dificuldade financeira.<\/p>\n<p>Segundo a especialista do Observat\u00f3rio de Pol\u00edticas de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutri\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia <a href=\"https:\/\/www.unb.br\/\">(UnB)<\/a>, Elisabetta Recine, o grau de inseguran\u00e7a alimentar varia de leve a grave, quando se observa o quadro desde o temor de faltar alimento para os pr\u00f3ximos dias, at\u00e9 a situa\u00e7\u00e3o real de que a pessoa deixou de realizar uma refei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA inseguran\u00e7a alimentar grave \u00e9 quando as pessoas em geral tiveram que pular refei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o comeram o suficiente, enfim, passaram fome, inclusive as crian\u00e7as. Esse \u00e9 o grau mais elevado de inseguran\u00e7a alimentar. Logicamente, quando voc\u00ea tem um impacto no peso e na altura, principalmente de crian\u00e7as, \u00e9 porque elas sofreram situa\u00e7\u00f5es agudas ou cr\u00f4nicas de insufici\u00eancia alimentar\u201d, pontua.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"Brasil 61\" src=\"\/\/s3-sa-east-1.amazonaws.com\/agencia-radio-arb\/3505\/content_artes-unicef-32_%281%29.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>Maria Lindalva Rocha, de 44 anos, mora no Distrito Federal, na regi\u00e3o administrativa do Sol Nascente, considerada uma das maiores favelas do Brasil. Atualmente desempregada, ela conta que vive apenas com o dinheiro do marido e esse precisa ser suficiente para alimentar o casal e os quatro filhos, com idades entre 11 e 19 anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" title=\"Brasil 61\" src=\"\/\/s3-sa-east-1.amazonaws.com\/agencia-radio-arb\/3506\/content_artes-unicef-3.png\" alt=\"\" \/><\/p>\n<p>\u201cQuando eu e meu marido trabalh\u00e1vamos fichados, compr\u00e1vamos tudo o que precisava para uma casa. Mas, hoje n\u00e3o d\u00e1 mais para fazer isso. Ele trabalha como ajudante de pedreiro e n\u00e3o recebe muito dinheiro. A di\u00e1ria em torno de R$ 70. Al\u00e9m disso, tem dias que trabalha, assim como tem dias que n\u00e3o aparece servi\u00e7o\u201d, relata.<\/p>\n<p>A chefe de Sa\u00fade do UNICEF no Brasil, Cristina Albuquerque entende que esse panorama preocupa ainda mais pelo fato de atingir, principalmente, fam\u00edlias com menor poder aquisitivo, que dependem de programas do governo para conseguir colocar um prato de comida na mesa.<\/p>\n<p>\u201cIsso refletiu, principalmente nas classes D e E, nas fam\u00edlias mais vulner\u00e1veis, com crian\u00e7as e adolescentes. Nesse caso, a gente passa a ter um alerta vermelho para dois problemas: o consumo de alimentos industrializados e n\u00e3o saud\u00e1veis, al\u00e9m de acender um sinal vermelho para a quest\u00e3o da desnutri\u00e7\u00e3o\u201d, avalia.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hUPuR8qQdlc\" width=\"770\" height=\"450\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n<h2>Pandemia<\/h2>\n<p>A mesma pesquisa do UNICEF apresenta dados sobre como a renda familiar caiu durante a pandemia. Nesse sentido, cerca de 86 milh\u00f5es de brasileiros afirmaram que o rendimento de seus domic\u00edlios diminuiu desde o in\u00edcio da crise causada pelo avan\u00e7o da Covid-19. Dos entrevistados no levantamento, 30% disseram que n\u00e3o estavam trabalhando antes da pandemia e continuam sem ocupa\u00e7\u00e3o, e 14% estavam com emprego, mas atualmente est\u00e3o desempregados.<\/p>\n<p>\u201cQuando a pandemia chega, de maneira brusca, r\u00e1pida e intensa, ela faz com que essas pessoas tenham, por exemplo, a renda drasticamente diminu\u00edda, as escolas fecham e as crian\u00e7as n\u00e3o t\u00eam acesso \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o escolar, as pessoas que estavam no trabalho informal tiveram a sua renda absolutamente cortada\u201d, pontua a especialista do Observat\u00f3rio de Pol\u00edticas de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutri\u00e7\u00e3o da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Elisabetta Recine.<\/p>\n<p>Entre as pessoas que residem com crian\u00e7as ou adolescentes e tiveram redu\u00e7\u00e3o da renda, 64% informaram que o motivo foi a diminui\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio de algu\u00e9m da fam\u00edlia. Al\u00e9m disso, de acordo com as pessoas que moram com crian\u00e7as ou adolescentes que estudam em escola p\u00fablica, menos da metade recebeu alimenta\u00e7\u00e3o da escola durante o per\u00edodo de fechamento por causa da Covid-19.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Brasil 61<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio da pandemia, em mar\u00e7o de 2020, mais de 20,7 milh\u00f5es de brasileiros deixaram de comer porque n\u00e3o havia dinheiro para comprar mais comida. Esse \u00e9 o drama vivido por fam\u00edlias que sofrem com a inseguran\u00e7a alimentar. Os dados constam em pesquisa do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Inf\u00e2ncia (UNICEF). 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