{"id":23259,"date":"2023-12-11T19:54:48","date_gmt":"2023-12-11T22:54:48","guid":{"rendered":"https:\/\/radioborborema.com.br\/?p=23259"},"modified":"2023-12-11T19:54:48","modified_gmt":"2023-12-11T22:54:48","slug":"excesso-de-telas-na-infancia-pode-levar-a-avc-e-diabetes-na-vida-adulta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvarius.com.br\/index.php\/2023\/12\/11\/excesso-de-telas-na-infancia-pode-levar-a-avc-e-diabetes-na-vida-adulta\/","title":{"rendered":"Excesso de telas na inf\u00e2ncia pode levar a AVC e diabetes na vida adulta"},"content":{"rendered":"<p>O excesso de telas na inf\u00e2ncia pode ter impactos a longo prazo, aumentando o risco de desenvolver s\u00edndrome metab\u00f3lica &#8211; um conjunto de condi\u00e7\u00f5es que aumentam o risco de doen\u00e7a card\u00edaca, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e diabetes &#8211; na vida adulta. O alerta \u00e9 de um estudo feito por cientistas neozelandeses que acaba de ser publicado no peri\u00f3dico cient\u00edfico Pediatrics.<\/p>\n<p>Os pesquisadores conclu\u00edram que quanto maior o n\u00famero de horas diante da TV na juventude &#8211; independentemente do tempo que costumavam ver televis\u00e3o na idade adulta &#8211; maior o risco de desenvolver s\u00edndrome metab\u00f3lica, avaliada a partir de altera\u00e7\u00f5es na press\u00e3o arterial, glicemia, altas taxas de triglic\u00e9rides, colesterol e excesso de circunfer\u00eancia abdominal.<\/p>\n<p>Os comportamentos sedent\u00e1rios est\u00e3o associados \u00e0 obesidade e ao condicionamento f\u00edsico ruim, mas, segundo os autores, faltavam estudos de seguimento por um longo per\u00edodo. Para suprir essa lacuna, eles acompanharam um grupo de quase mil volunt\u00e1rios nascidos entre 1972 e 1973 at\u00e9 completarem 45 anos.<\/p>\n<p>Durante uma d\u00e9cada, dos cinco aos 15 anos, eles e seus pais responderam periodicamente a question\u00e1rios sobre a quantidade de horas que assistiam TV por dia, o tempo dedicado \u00e0 pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica, o status socioecon\u00f4mico, entre outras informa\u00e7\u00f5es. Posteriormente, repetiram a enquete aos 32 anos de idade.<\/p>\n<p>Os que assistiam mais de tr\u00eas horas di\u00e1rias eram mais propensos a ter a s\u00edndrome. Essa diferen\u00e7a persistiu mesmo ap\u00f3s ajustar dados sobre atividade f\u00edsica.<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;Embora reconhe\u00e7am que n\u00e3o h\u00e1 como estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito, os pesquisadores sugerem que h\u00e1 um per\u00edodo sens\u00edvel na vida com consequ\u00eancias no futuro.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #4db2ec; font-family: Roboto, sans-serif; font-size: 30px; font-style: italic; text-align: center; text-transform: uppercase;\">N\u00e3o existe uma clareza de causa e consequ\u00eancia direta, pois isso pode ter acontecido por quest\u00f5es comportamentais associadas ao h\u00e1bito de ver televis\u00e3o, como sedentarismo, alimenta\u00e7\u00e3o de pior qualidade, exposi\u00e7\u00e3o a mais tempo de propaganda, menos contato com outras crian\u00e7as e exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz natural&#8221;, diz a pediatra Debora Kalman, do Hospital Israelita Albert Einstein. &#8220;Mas estamos aprendendo que existe uma mem\u00f3ria metab\u00f3lica que permanece para a vida adulta&#8221;, completa.<\/span><\/p>\n<p><strong>M\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o diante das telas<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o artigo, comportamentos sedent\u00e1rios est\u00e3o relacionados a uma maior ingest\u00e3o energ\u00e9tica, consumo de alimentos cal\u00f3ricos e bebidas a\u00e7ucaradas.<\/p>\n<p><em><strong>&#8220;Tudo isso favorece o aumento de obesidade, que pode provocar uma mudan\u00e7a na taxa metab\u00f3lica basal e na distribui\u00e7\u00e3o de gordura corporal levando a uma reprograma\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica que pode persistir na vida adulta<\/strong><\/em>&#8220;, diz a especialista.<\/p>\n<div class=\"hidden-xs\">\n<div class=\"banner_meio_noticia\">\n<div>\n<div class=\"hidden-xs\">\n<div class=\"\" data-tipo-tela=\"desktop\" data-tem-banner-script=\"true\">\n<div id=\"banner_111\" class=\"item_ center-block text-center banner_tipo_desktop\">\n<div>\n<div>\n<div>\n<div><ins class=\"adsbygoogle\" data-ad-client=\"ca-pub-3622982186074943\" data-ad-slot=\"6306866784\" data-ad-format=\"auto\" data-full-width-responsive=\"true\" data-adsbygoogle-status=\"done\" data-ad-status=\"filled\"><\/p>\n<div id=\"aswift_1_host\" tabindex=\"0\" title=\"Advertisement\" aria-label=\"Advertisement\">As crian\u00e7as acompanhadas no estudo n\u00e3o tinham tantas telas \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o na sua inf\u00e2ncia como hoje, o que pode potencializar o comportamento sedent\u00e1rio na gera\u00e7\u00e3o atual.\u00a0<em><strong>&#8220;O tempo de telas de dispositivos m\u00f3veis s\u00e3o gigantes na popula\u00e7\u00e3o brasileira e j\u00e1 temos estudos associando o tempo a excesso de peso, sedentarismo e doen\u00e7as mentais ainda na inf\u00e2ncia e em crian\u00e7as cada vez mais novas.&#8221;<\/strong><\/em><\/div>\n<p><\/ins><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>Quanto tempo uma crian\u00e7a pode ficar nas telas?<\/strong><\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e as sociedades de pediatria recomendam limitar o uso desses equipamentos. As recomenda\u00e7\u00f5es sinalizam o tempo m\u00e1ximo, e n\u00e3o o tempo indicado. Sempre que poss\u00edvel, as telas devem ser trocadas por atividades com intera\u00e7\u00e3o com outras pessoas, atividades esportivas e ao ar livre.<\/p>\n<ul>\n<li>Antes dos 2 anos: zero<\/li>\n<li>Dos dois aos cinco anos: m\u00e1ximo 1 hora por dia e sempre com supervis\u00e3o<\/li>\n<li>Dos seis aos dez anos: m\u00e1ximo de 1 a 2 horas por dia, sempre com supervis\u00e3o<\/li>\n<li>Entre 11 e 18 anos: m\u00e1ximo de 2 a 3 horas por dia, considerando telas e videogames, e sempre com supervis\u00e3o. Os pais n\u00e3o devem permitir que o adolescente passe a madrugada jogando. (Com Gabriela Cupani, da Ag\u00eancia Einstein)<\/li>\n<\/ul>\n<p>Fonte: O Povo<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O excesso de telas na inf\u00e2ncia pode ter impactos a longo prazo, aumentando o risco de desenvolver s\u00edndrome metab\u00f3lica &#8211; um conjunto de condi\u00e7\u00f5es que aumentam o risco de doen\u00e7a card\u00edaca, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e diabetes &#8211; na vida adulta. 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