{"id":14314,"date":"2022-08-08T10:56:41","date_gmt":"2022-08-08T13:56:41","guid":{"rendered":"https:\/\/radioborborema.com.br\/?p=14314"},"modified":"2022-08-08T10:56:41","modified_gmt":"2022-08-08T13:56:41","slug":"inflacao-dois-em-cada-tres-brasileiros-tiveram-que-cortar-gastos-nos-ultimos-seis-meses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tvarius.com.br\/index.php\/2022\/08\/08\/inflacao-dois-em-cada-tres-brasileiros-tiveram-que-cortar-gastos-nos-ultimos-seis-meses\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o: dois em cada tr\u00eas brasileiros tiveram que cortar gastos nos \u00faltimos seis meses"},"content":{"rendered":"<p>Dois em cada tr\u00eas brasileiros tiveram que cortar gastos nos \u00faltimos seis meses. Al\u00e9m disso, 42% afirma que as finan\u00e7as pessoais est\u00e3o piores do que no in\u00edcio do ano. Os dados s\u00e3o da mais recente pesquisa sobre Comportamento e Economia, divulgada pela FSB e a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), nesta segunda-feira (8).<\/p>\n<p>Foram entrevistadas 2.008 pessoas com idade a partir de 16 anos, nas 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o, entre 23 e 26 de julho. O levantamento traz as percep\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o das finan\u00e7as pessoais, h\u00e1bitos de consumo, infla\u00e7\u00e3o e endividamento.<\/p>\n<p>Marcelo Azevedo, gerente de An\u00e1lise Econ\u00f4mica da CNI, destaca que a pesquisa evidencia os efeitos econ\u00f4micos da pandemia da Covid-19 e, mais recentemente, da guerra na Ucr\u00e2nia no bolso dos brasileiros.<\/p>\n<p>\u201cA eleva\u00e7\u00e3o forte nos pre\u00e7os vem afetando demais a popula\u00e7\u00e3o brasileira. E com isso a popula\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o est\u00e1 conseguindo cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es, sem conseguir poupar e sem conseguir consumir. Sem o consumo, a roda da economia brasileira vai travando. Sem consumo, voc\u00ea tem uma menor produ\u00e7\u00e3o. Com uma menor produ\u00e7\u00e3o, voc\u00ea tem uma menor cria\u00e7\u00e3o de empregos e menor investimento. \u00c9 um processo de recupera\u00e7\u00e3o que poderia ser mais forte, mas ele vai sendo mais lento\u201d, avalia.<\/p>\n<p><strong>Finan\u00e7as Pessoais<\/strong><br \/>\nAo serem questionados se a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica pessoal do momento, no fim de julho, estava melhor que nos tr\u00eas meses anteriores, 42% dos entrevistados disseram que estava um pouco ou muito pior. Apenas 28% das pessoas afirmaram que as finan\u00e7as pessoais estavam um pouco ou muito melhores do que no trimestre anterior. Para 29%, a situa\u00e7\u00e3o estava igual.<\/p>\n<p>Apesar disso, h\u00e1 a percep\u00e7\u00e3o de que as finan\u00e7as v\u00e3o melhorar. Segundo a pesquisa, 56% dos entrevistados apostam que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica pessoal vai estar um pouco ou muito melhor at\u00e9 o final do ano; 23% acredita que estar\u00e1 igual; e 16% que vai piorar um pouco ou muito.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gest\u00e3o das finan\u00e7as pessoais, 44% dos entrevistados afirmaram que quase sempre ficam apertados, conseguem pagar as contas, mas n\u00e3o sobra dinheiro no fim do m\u00eas. Outros 29% disseram que conseguem administrar bem o dinheiro e guardar um pouco quase todo m\u00eas.<\/p>\n<p>J\u00e1 19% n\u00e3o conseguem pagar todas as contas e deixam algumas para o m\u00eas seguinte; 3% precisam pegar empr\u00e9stimos ou ajuda para conseguir honrar as despesas; 2% utilizam o cheque especial para conseguir pagar as contas e 1% paga o m\u00ednimo do cart\u00e3o de cr\u00e9dito e deixa a d\u00edvida rolar para o pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n<p>Seis a cada dez entrevistados disseram que reduziram despesas com lazer em 2022. Mais da metade tamb\u00e9m deixou de comprar produtos de uso pessoal, como roupas ou sapatos (58%), desistiu de viajar a passeio ou f\u00e9rias (57%) ou diminuiu os gastos com transporte particular (51%).<\/p>\n<p>\u201cCom o or\u00e7amento apertado, as fam\u00edlias est\u00e3o tendo que apertar o cinto tamb\u00e9m e com isso reduzir o seu consumo de uma s\u00e9rie de servi\u00e7os ou produtos, principalmente aqueles ligados a lazer, por exemplo\u201d, lembra Marcelo.<\/p>\n<p>Na hora de cortar despesas, os brasileiros evitaram atrasar contas de condom\u00ednio, aluguel ou presta\u00e7\u00e3o da casa; vender um bem ou bens para quitar d\u00edvidas; e deixar de pagar o plano de sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1bitos de consumo<\/strong><br \/>\nA pesquisa tamb\u00e9m buscou entender os h\u00e1bitos de compra dos brasileiros em 2022. O h\u00e1bito mais comum, segundo os resultados, \u00e9 a pechincha. Quase sete em cada dez participantes disseram que costumam pedir desconto. Em seguida, como h\u00e1bito mais frequente est\u00e1 o uso do cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Cerca de 51% das pessoas usam esse meio de pagamento no dia a dia. Por outro lado, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o comum comprar produtos ou servi\u00e7os no fiado; negociar empr\u00e9stimos com outras pessoas; utilizar o cr\u00e9dito consignado ou o cheque especial.<\/p>\n<p>Questionados sobre o comportamento dos pre\u00e7os de alguns produtos e servi\u00e7os nos \u00faltimos seis meses, 68% dos entrevistados afirmaram que o pre\u00e7o do g\u00e1s de cozinha aumentou ou aumentou muito. Al\u00e9m do g\u00e1s, entre os cinco itens que registraram a maior percep\u00e7\u00e3o de aumento est\u00e3o arroz e feij\u00e3o (64%); conta de luz (62%); carne vermelha (61%); e frutas, legumes e verduras (59%).<\/p>\n<p><strong>Infla\u00e7\u00e3o\u00a0<\/strong><br \/>\nSobre a infla\u00e7\u00e3o, 64% dos entrevistados disseram que tiveram que reduzir gastos nos \u00faltimos seis meses. O percentual daqueles que fizeram cortes indicado na pesquisa de julho permaneceu igual ao levantamento feito em abril.<\/p>\n<p>Entre aqueles que reduziram gastos nos \u00faltimos seis meses, 37% apontaram que o grau de corte de despesas foi m\u00e9dio; 29%, grande; 17%, muito grande; e 15%, pequeno.<\/p>\n<p>Seis em cada dez entrevistados acreditam que a redu\u00e7\u00e3o de gastos \u00e9 tempor\u00e1ria. Um a cada tr\u00eas creem que ser\u00e1 permanente. O otimismo de que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica pessoal e do pa\u00eds vai melhorar at\u00e9 o final do ano encontra respaldo em alguns indicadores, diz Marcelo.<\/p>\n<p>\u201cIsso se deve muito \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, da pr\u00f3pria economia, que apesar dessas dificuldades, a gente percebe alguma recupera\u00e7\u00e3o em curso, uma cria\u00e7\u00e3o de empregos, que certamente dar\u00e1 um \u00e2nimo, um aumento na renda das fam\u00edlias\u201d, acredita.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pretens\u00e3o de gastos nos pr\u00f3ximos seis meses, apenas 14% dos entrevistados acham que v\u00e3o aumentar as despesas. A maior parte (45%) deve manter os gastos. Outros 38% pretendem diminuir os custos, segundo o levantamento.<\/p>\n<p><strong>Endividamento<\/strong><br \/>\n\u00c0 pesquisa, apenas 22% das pessoas afirmaram ter contra\u00eddo algum empr\u00e9stimo ou d\u00edvida nos \u00faltimos 12 meses. A maioria (77%) negou. Entre aqueles que possuem alguma d\u00edvida, 48% est\u00e3o inadimplentes e 52% est\u00e3o em dia com os d\u00e9bitos.<\/p>\n<p>Ainda entre os que possuem d\u00edvidas, 49% acreditavam que iriam conseguir pagar as parcelas dos d\u00e9bitos nos 30 dias seguintes; ante 48% que n\u00e3o tinham essa expectativa.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Brasil 61<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dois em cada tr\u00eas brasileiros tiveram que cortar gastos nos \u00faltimos seis meses. Al\u00e9m disso, 42% afirma que as finan\u00e7as pessoais est\u00e3o piores do que no in\u00edcio do ano. Os dados s\u00e3o da mais recente pesquisa sobre Comportamento e Economia, divulgada pela FSB e a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), nesta segunda-feira (8). 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